Hay que arrochar sin perder la compostura

Estive pensando agora sobre a grande timidez que me assombrava no passado. Não que eu tenha superado ela totalmente, mas em boa parte sim, com total certeza. Hoje em dia, principalmente no meu curso de administração, é essencial que uma pessoa sinta-se a vontade para falar em público, consiga manter sua compostura e passe sua mensagem de forma clara e objetiva, mas nem todos são assim.

Eu lembro de quando estudava no Colégio Boa Viagem que teve um amigo meu que deixou de apresentar vários trabalhos por crises de timidez que o ‘travavam’ totalmente. Ele simplesmente não conseguia dizer um ‘ai’ e por isso acabava apresentando o trabalho particularmente aos professores. Isso é uma coisa horrível, pois ninguém pode ascender na vida sem conseguir expressar-se perante a uma grande quantidade de gente, já que certamente em algum momento da vida, algum discurso/palestra/qualquer-coisa-do-tipo será necessário para consolidar seja lá um cargo ou uma carreira como professor/palestrante/diretor de alguma empresa.

Na minha vida, sempre fui tímido. Sou até hoje em algumas situações. Entretanto, com o passar da vida, comecei a pensar por que diabos eu teria medo de falar em público ou apresentar-me na frente do povo. É fato de que, normalmente, ou seja: sem a pessoa ter sido mordida anteriormente por um zumbi/vampiro/chupacabra, os seres humanos não mordem. Tampouco podem fazer alguma coisa tenebrosa, a não ser que haja um rebelde no auditório/sala/lugar-onde-você-esteja-discursando que saia dando tiros ou atirando pedras, coisa bastante improvável.

Vi que uma coisa era importante: saber do que se está falando. Uma pessoa tímida não tem muita capacidade de improvisação quando se fala de um tema que não foi antes estudado a fundo e isso vai causar um enorme desconforto se perguntarem algo mais complexo. É clara a necessidade de se saber sobre o que vai ser discutido para poder haver um desenrolar de conversa mais tranquilo e menos traumático. Atualmente, sinto que consegui desenvolver a capacidade de conversar sobre alguns assuntos bem escabrosos que eu antes nunca tinha ido a fundo, mas não é o ideal, isso é só uma maneira de evitar travar na conversa e prossegui-la sem transtornos. Pra quem quer ser um blefador de qualidade, recomendo os Manuais do Blefador, que vão dar uma visão geral sobre vários assuntos e você vai enrolar direitinho, mostrando que é o bambambam dos assuntos. Nunca li esses livros, se bem que queria, mas meu tio leu e até hoje ele fala sobre a nouvelle vague e o ballet russo com maestria.

Eu acho que aprendi minha lição sobre timidez perante grupos de pessoas. Infelizmente não é o único tipo que existe, então tenho que trabalhar para conseguir ser mais solto em outros aspectos também. Espero que quem tenha algum tipo de timidez pare para refletir e acabe concordando que isso não leva a nada e é questão de alguns dias pensando sobre esse assunto e alguns outros dias exercitando a ‘falta de timidez’. Depois que se a pessoa está bem treinada, é só chegar na hora de fazer um discurso/apresentação e arrochar sin perder la compostura!

Ugo.

Streetlight Manifesto – Everything Goes Numb [um dos cds mais upbeat que já ouvi. me empolgo bagarai ouvindo]

4 pensamentos sobre “Hay que arrochar sin perder la compostura

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