O tempo e a distância

Numa amizade ‘ativa’, a frequência [prefiro com trema] com a qual as pessoas mantém contato pode ser considerada um termômetro do relacionamento. Todo dia falamos com uns preferiti e de vez em quando conversamos com os que não fazem parte desse seleto grupo. Esses favoritos são aqueles que, caso você passe mais de um dia sem falar com eles vai haver um certo estranhamento por parte dos dois. Por mais ‘séria’ que a palavra rotina pareça, ela se aplica aqui. Cria-se esse hábito e com ele uma certa necessidade de gastar uns minutos da vida hablando com os melhores amigos, enquanto tanto faz conversar com os restantes como ignorá-los.

Quando começamos a nos distanciar das pessoas, seja porque agora elas estão ocupadas, seja porque estão passando por situações difíceis ou simplesmente por estarem enchendo o saco de você [lógico que pode ocorrer o inverso em qualquer uma das 3 situações], certamente iremos buscar satisfações porque ninguém gosta de enfraquecer um relacionamento positivo [seja feita a exceção para House]. Depois dessa fase de estranhamento e busca por perguntas, chega um momento em que o novo ‘hábito’ é acostumar-se com essa distanciação. Pararemos de questionar e tentamos dançar conforme o novo ritmo, uma coisa que nem sempre é muito fácil [entenda-se que quanto mais você gostar dessa pessoa, mais difícil fica].

[pausa pra almoçar, pra retomar o raciocínio es fueda]

Com esse comodismo, o relacionamento geralmente se estabiliza num nível bem abaixo do que já foi um dia. Porém, se um dia a pessoa que já orbitou por perto e acabou indo exorbitar lá na casa de chapéu decide voltar a circular pelo sistema ao qual já pertenceu uma vez, ela vai perceber que as coisas não são iguais e que o tempo e a distância [arrá, cheguei no objetivo do post] deterioraram o que já foi um relacionamento forte algum dia. No sistema solar, acho que quando um planeta começa a fazer parte dele há um certo estranhamento por parte dos planetas mais antigos [METAFORICAMENTE] e é assim que acaba acontecendo com esses que depois de certo tempo querem retomar a amizade: voltam ao status de ‘ser estranho’.

É muito possível que nessa tentativa de retomada de relacionamento ‘a vibe não flua’ [como diria Joh] e as coisas nunca voltem a ser o que já foram um dia. Assim como tudo pode voltar ao normal, não é raro isso acontecer, vale ressaltar. Tem também aquelas pessoas especiais que tanto faz ficarem 3 meses ou 10 anos longe [não é ‘tanto faz’ porque ninguém vai querer essa distanciação de alguma pessoa querida] e tudo volte ao normal em pouquíssimo tempo.

Então, basicamente é isso: se você começa a se distanciar de uma pessoa vai ter [possivelmente] bastante dificuldade de reaproximar-se [justamente como sistemas solares, eu acho].

Ugo.

Nuda – Menos Cor, Mais Quem [bom demais esse cd, visitem: www.myspace.com/sitionuda]

2 pensamentos sobre “O tempo e a distância

  1. Sempre House nesse meio auhsuhauhsuahsauhsau

    Mas engraçado isso, bicho, eu tava pensando isso essa semana. Eu falei no telefone com um amigo que na epoca de colegio era mó intimo cmgo e agora a conversa foi mtoo sem graça.

  2. Cara, pesquisando umas coisas da Nuda, encontrei esse teu blog. Massa os textos e muito obrigado por colocar o link do nosso EP pra galera que frequenta conhecer. Estamos gravando um novo, dessa vez um cd cheio. fica o convite pra acompanhar o processo de gravaçao e criaçao no nosso blog: http://www.turnedanuda.blogspot.com.

    Abraçao!

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