Never miss a Beats

Um pensamento interessante, que eu acho que não é exclusivo meu, é o de que tudo é motivo de festa. Festa não necessariamente é balada, pode se comemorar alguma coisa no tuntz tuntz da Nox ou de outro lugar badalado onde rolam as baladas. A gente [a gente quem, cara pálida? não sei. pode ser só eu, podem ser só meus amigos, pode ser Recife ou pode ser o universo inteiro, junto com nossos amigos marcianos] transforma qualquer fato em um motivo pra brindar e comemorar.

Há muitos feriados religiosos em que a gente passa [distante até] do pão e vinho e da palavra de Mr. Jesus. A Semana Santa, tenho pena dela. Não sei bem por que ela existe [visto que meu entendimento religioso é muito insignificante], mas acho que as novas gerações vão acreditar que na semana santa se comemora a festa de Baco, o famoso bacanal. Vão dezenas de milhares [se não centenas, não sou o IBGE] pro interior de Pernambuco [não posso generalizar o Brasil/mundo todo porque não sei os costumes dos outros] com o intuito de, como diria o sábio lá do Aviões do Forró, [acertei a banda?] ‘beber, cair e levantar’. Não que eu tenha algo contra beber, muito pelo contrário.. Eu até tou achando que esse parágrafo tá bem rebelde. Anyway, o intuito da Semana Santa acaba sendo mascarado pela bagaceira geral que ocorre nas cidades. MÂÂS, deixa pra lá. O importante é que os feriados religiosos, a maioria católicos para o temor do Papa, viraram mais desculpa pra fazer farra.

Além dos religiosos, a partida/chegada de alguém é sempre hora de fazer festa. Eu sou exemplo disso: antes de viajar pra Barcelona ano passado, me despedi tanto dos meus amigos e familiares que parecia que ia pra lá ficar até 2020. Amanhã mesmo, está na minha agenda ir pra mais uma despedida. Chegada é a mesma coisa. Quando eu voltei, foram dias comemorando que tinha voltado à minha [nem-sempre-tão-querida] terra brasilis.

Não sei especificar até onde vai exatamente o significado da comemoração [o real motivo] e onde começa o oba oba de ser apenas mais um motivo pra farrear. Suspeito ainda que isso seja aplicável a qualquer tipo de festa, já que até em chá-de-bebê [acho que nunca fui a um, mas pelo que eu sei é assim] o ‘chá’ tem teor alcóolico. Provavelmente, no dia que houver uma boda de 200 anos de casamento [sinta-se livre a dar um nome a ela] haverá bebida. De vez em quando, por mais estranho que pareça, há bebedeira depois de enterro [beber no cemitério durante a cerimônia também é lasca, vamos com calma]. Logicamente, ninguém vai tomar um pife comemorando a morte de um ente querido [falei ente [b]querido[/b], em momento algum disse alguma coisa sobre as sogras odiadas por alguns]. É uma forma de consolo.

Logicamente, não tou cobrindo todos os motivos que fazem com que a gente comemore [ou bebemore, na maioria dos casos]. Tem aqueles como os títulos do Sport [se a gente fosse comemorar cada vitória, como fazem os outros times, teria muito nego morrendo de cirrose hepática], assim como quando se passa no vestibular, quando a pessoa se forma no colégio/faculdade [festa de formatura é uma das melhores que tem] além de dezenas de outros motivos pra se fazer uma farra daquelas.

O importante é que a gente nunca perde um chance de comemorar [o que é muito bom]. We do never miss a beat [ps: a letra da música nada tem a ver com festa], ou, no caso de quem vai a Nox e a outros lugares que servem aquela cervejinha bizarra chamada Skol Beats, they do never miss a Beats.

Ugo.

Zeca Baleiro – Líricas