Ser rico

[Esse post retoma o ‘estilo’ antigo do blog. Não que as histórias de Zeca e Jorge tenham acabado, jajá eles aparecem..]

Todo mundo quer ser rico. Não conheço um que não queira. Por mais socialista que seja, por mais zen, desligado de interesses materiais e blábláblá, sempre vai ter alguna cosita que para ser obtida o pré requisito [com hífen ou sem hífen?] será ter dinheiro.

A gente vive num mundo capitalista. Não é um país capitalista nem um bocado de países capitalista. É o mundo inteiro. Os mais ricos sempre querem mais dinheiro, enquanto os mais pobres tentam ter algum dinheiro. É assim que vivemos desde os primórdios, quando a galera caçava jacaré na lagoa e colhia frutos no melhor estilo Age of Empires. Os que tinham mais recursos, mais grana [lógico que no começo o poder econômico se media com coisas legais que hoje não valem nada, feito sal], etc. mandavam. Quien puede, puede. Quien no puede, se sacuede*.

Nessa busca infindável por dinheiro, eu consigo ver o mundo dividido em dois espécimes: o ser rico e o ser pobre. Essa divisão, por mais estranha que venha a ser, não é em relação a quanto cada um tempo no banco/bolso/porquinho. É simplesmente em relação à mentalidade da pessoa [e isso parece ser genético].

O ser rico geralmente tem dinheiro e, se não tiver, ele tem grandes chances de ter. Isso é devido ao simples fato de que ele sabe o que fazer com o dinheiro, ao invés de gastar alucinadamente com um monte de quinquilharia. Ele entendeu que vale mais a pena ir atrás de preços melhores, barganhar, etc. Claro que, ao ter dinheiro, ele vai gastar com coisas boas. Afinal, não sei se alguém ainda não sabe, mas… quando a marca é reconhecida como de alta qualidade, as chances de quebrar e dar aperreio [por mais bizarra que a expressão dar aperreio seja] são bem menores. Nenhum ser rico quer ter que ficar correndo atrás de assistência técnica pra consertar o ventilador made in China que ele comprou por 30 reais. O mais importante num ser rico é que ele sabe dar valor às coisas. Ele toma cuidado com o que tem, não deixa quebrar nem dá vacilo para roubarem. E é por isso que acabam conseguindo juntar dinheiro.

O ser pobre, por outro lado, vive o oposto. O dinheiro que ele sai tão rápido quanto entra. [Lógico que, com as definições desse post, eu não vou apresentar a solução da pobreza mundial nem vou explicar por que diabos o mundo é injusto. Esse post é só uma divagação que acaba sendo mais aplicável à classe média/alta do nosso país, uma vez que a classe baixa esforça-se a cada dia para conseguir sobreviver, já que não são dadas condições de ter uma vida digna a eles.] Então, o ser pobre classe média/alta simplesmente nã osabe acumular riquezas. Se um dia na vida ele ganhar grandes quantias de dinheiro, ele vai se achar demais e vai acabar gastando tudo. Isso é muito simples: a pessoa vive a vida toda numa desgraceira, tentando melhorar as condições financeiras e, quando consegue, ele tem que ficar pedindo desconto, indo atrás de mil lojas, etc? A pessoa sente que ganhou essa batalha contra a falta de dinheiro e agora quer sossego.

O problema é que esse sossego tão desejado transforma-se em comodismo. Se uma pessoa não se esforça para achar soluções para gastar menos, é lógico que cada vez mais vai sobrar menos dinheiro, não tem pra onde correr. Outro vilão do ser pobre é o banco. Bancos adoram aqueles caras que já têm uma renda relativamente boa e que ainda querem mais. Esses acabam virando clientes vip do cheque especial, do cartão de crédito e daqueles parcelamentos em até 36 meses, e aí os juros comem no centro. A solução é simples, embora sejam poucos os que queiram adotá-la: segurar as rédeas até pagar tudo o que deve ao banco. Depois disso, só resta aprender a gastar menos com besteira e estabilizar a conta no azul pro resto da vida. Além disso, o que um ser pobre precisa é de simancol em doses altas. Uma vez que ele aprender a dar valor ao que tem e não achar que vive na babilônia só gastando, gastando e gastando, mais possivelmente ele se tornará um ser rico.

A diferença entre os dois é bastante simples. Esse post não é lá dos mais originais [é uma mistura do Capitão Óbvio com um livro que o professor de economia mandou ler chamado ‘O Milionário Mora ao Lado’, sei-lá-de-quem], nem é dos mais legais nem nada. Mas eu tava a fim de escrever, e ponto final.

Agora, só me resta ir comprar um caminhão de Simancol pra mim, quem sabe a situação não melhora…

Ugo.

The Beatles – Abbey Road [clááássico! Mean Mr. Mustard/Polythene Pam/She Came In Through the Bathroom Window/Golden Slumbers/Carry That Weight uhul!]